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A dor nas costas é a terceira causa de aposentadoria e a segunda de licença ao trabalho no Brasil. “Os números dão a dimensão do sofrimento: 60 milhões de pessoas, cerca de um terço da população brasileira, sofre com dores na coluna, segundo dados da Organização Mundial (OMS)”.Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) apontam que a dor nas costas está entre as principais causas de aposentadoria por invalidez no país.

Pessoas que sofrem de dores crônicas na coluna têm quatro vezes mais chances de desenvolver transtornos depressivos, se comparadas à população em geral. O estudo – desenvolvido pelo médico-psiquiatra, psicofarmacologista clínico brasileiro e membro do Royal College of Psychiatristis, Dr. Luiz Dratcu – mostra que a relação entre dor lombar e depressão é muito mais estreita do que parece. De acordo com o levantamento, o risco de desenvolvimento de quadros depressivos em pessoas com dores lombares crônicas é de cerca de 60%. A associação entre as duas doenças é um importante alerta para a comunidade médica porque ambas são incapacitantes e custosas para a sociedade.

A combinação de dor lombar com depressão gera um efeito nocivo no indivíduo, na medida em que uma doença pode potencializar o efeito incapacitante da outra. No caso dos problemas de coluna, há um fator importante a ser levado em conta. A lombalgia é a doença mais importante em adultos com menos de 45 anos e potencialmente a mais debilitante, coincidindo com a fase de máxima produtividade do indivíduo.

Em razão da gravidade de ambas as doenças, a principal recomendação é que a ocorrência de depressão seja sempre investigada em pacientes com dor lombar crônica. Uma vez constatada, deve receber tratamento conjunto ao da lombalgia, já que a associação de uma doença à outra pode gerar um ciclo vicioso. Quando necessária uma intervenção cirúrgica, a análise clínica do paciente torna-se ainda mais importante, já que resultados de cirurgias da coluna são piores em pacientes deprimidos.

 

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