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TRATAMENTO MINIMAMENTE INVASIVO DA DOR DISCOGÊNICA
PIRÂMIDE DA DOR DISCOGÊNICA DO TERCEIRO MILÊNIO
UM NOVO PARADIGMA NO TRATAMENTO CIRÚRGICO DA DOENÇA DA COLUNA VERTEBRAL
É importante salientar que cerca de 90% de todas as doenças da coluna vertebral estão relacionadas ao disco intervertebral. Felizmente, a grande maioria dos pacientes (90 a 95%) se cura através de medidas não cirúrgicas, seja ela hérnia ou degeneração discal, porém, de 5 a 10% desses pacientes poderão não obter melhora das dores com medidas conservadoras e assim, poderão necessitar de algum tipo de procedimento cirúrgico que deverão, necessariamente, serem realizados através de técnicas ou cirurgias minimamente invasivas conforme a pirâmide da dor discogênica (vide abaixo). Conforme se pode observar nessa pirâmide da dor discogênica do terceiro milênio, dos 5 a 10% que não melhoram por medidas conservadoras, 80 a 90% se curam com os procedimentos de dor (injeções guiadas por fluoroscopio), através de discectomias percutâneas com ou sem assistência de vídeo ou através de microdiscectomia com a utilização de endoscópio; os restantes (0,5 a 2%) poderão necessitar de procedimentos mais complexos, porém, ainda minimamente invasivas, a estabilização dinâmica que poderão ser baseadas em processos espinhosos ou pedículos vertebrais, as próteses discais que poderão ser parciais ou totais ou até mesmo artrodese que deverão obrigatoriamente ser minimamente invasivas.

Figura: Pirâmide da dor discogênica do terceiro milênio mostrando as diversas etapas do tratamento minimamente invasivo da dor discogênica
PIRÂMIDE DA DOR DISCOGÊNICA: O PASSADO
Até um passado recente, a pirâmide da dor discogênica tinha só três pavimentos no tratamento da dor discogênica: o tratamento conservador, macro ou microdiscectomia e a fusão (artrodese). A micro ou a macrodiscectomia era a opção de escolha na falha do tratamento conservador e a artrodese vertebral (fusão) era a opção de escolha no insucesso da discectomia. A artrodese ou fusão vertebral é um procedimento em que se fundem as vértebras com o intuito de eliminar os movimentos anormais do seguimento motor causados pela degeneração discal (instabilidade do seguimento motor). Esse tipo de cirurgia é realizado há cerca de 100 anos. É um recurso cirúrgico de exceção, quando todos os outros tipos de tratamento menos agressivos falharam. Pois, sabe-se que fundindo as vértebras, estaremos diminuindo a mobilidade da coluna e ao mesmo tempo estaremos sobrecarregando os seguimentos adjacentes e estes poderão se deteriorar mais precocemente. E a literatura mundial nos mostra que artrodeses convencionais são bastante agressivos, provocando maior lesão aos tecidos, maior sangramento, mais dor no pós-operatório, reabilitação demorada e retorno tardio às atividades prévias. E o pior, os bons resultados das cirurgias de artrodese vertebral pela técnica convencional variam de 30 a 85%.

Figura: Pirâmide da dor discogênica do passado mostrando as três etapas do tratamento da dor discogênica
PIRÂMIDE DA DOR DISCOGÊNICA: O FUTURO
O futuro nos reserva uma grande surpresa. A medicina vai evoluindo a passos largos e já temos informações suficientes e pesquisas estão sendo realizadas em laboratório e em animais para podermos prevenir as doenças discais antes de manifestarem e regenerar os discos quando degenerados. Quando alterações irreversíveis estiverem presentes nos discos, eles serão tratados através de técnicas e cirurgias minimamente invasivas. Isso quer dizer que num futuro próximo, a cirurgia da coluna será sinônimo de cirurgia minimamente invasiva. Não mais haverá a distinção entre a cirurgia convencional e a minimamente invasiva, pois, todas as técnicas serão de mínima agressão e máxima efetividade.

Figura: Pirâmide da dor discogênica do futuro mostrando as diversas etapas do tratamento da dor discogênica.
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